Óleo de Linhaça: Para Que Serve, Como Usar e Quais Cuidados Ter
O óleo de linhaça é produzido a partir das sementes da planta Linum usitatissimum e se destaca principalmente por ser uma fonte vegetal de ácido alfa-linolênico (ALA), um tipo de ácido graxo ômega-3 essencial.
Por essa característica, tornou-se bastante conhecido entre pessoas que procuram incluir fontes vegetais de ômega-3 na alimentação.
Mas existe uma diferença importante logo no início:
óleo de linhaça não é a mesma coisa que semente de linhaça.
Embora os dois venham da mesma planta, a composição nutricional é diferente. A semente mantém fibras, lignanas e outros componentes, enquanto o óleo corresponde principalmente à fração gordurosa extraída da semente.
Essa diferença é fundamental para entender para que serve o óleo de linhaça e evitar atribuir a ele benefícios que pertencem principalmente à semente.
O que é óleo de linhaça?
O óleo de linhaça é obtido das sementes de linhaça e apresenta uma concentração significativa de ALA, um ácido graxo da família do ômega-3.
O ALA é considerado essencial porque nosso organismo não consegue produzi-lo em quantidade suficiente e, portanto, precisa obtê-lo por meio da alimentação.
Segundo o Office of Dietary Supplements dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), uma colher de sopa de óleo de linhaça fornece aproximadamente 7,26 gramas de ALA.
Isso faz do óleo de linhaça uma fonte vegetal concentrada desse tipo de ômega-3.
Para que serve o óleo de linhaça?
Na alimentação, a principal característica nutricional do óleo de linhaça é fornecer ALA.
Ele pode ser utilizado principalmente em preparações frias ou acrescentado a determinados alimentos depois de prontos.
Algumas pessoas também encontram óleo de linhaça comercializado em cápsulas como suplemento.
Entretanto, é importante separar aquilo que o alimento realmente oferece das muitas promessas encontradas na internet.
O óleo de linhaça não precisa ser apresentado como tratamento para emagrecer, melhorar a memória, equilibrar hormônios, fortalecer a imunidade ou curar doenças para ter valor nutricional.
Sua característica mais clara e bem estabelecida é ser uma fonte vegetal de ALA.
Óleo de linhaça tem ômega-3?
Sim.
O principal tipo encontrado no óleo de linhaça é o ácido alfa-linolênico, ou ALA.
Esse é um ponto importante porque nem todo ômega-3 é exatamente igual.
Quando falamos de ômega-3, três tipos são frequentemente mencionados:
- ALA;
- EPA;
- DHA.
O óleo de linhaça fornece principalmente ALA.
Peixes e frutos do mar, por outro lado, são conhecidos principalmente como fontes de EPA e DHA.
Ômega-3 do óleo de linhaça é igual ao do peixe?
Não exatamente.
O organismo consegue converter uma parte do ALA em EPA e posteriormente em DHA, mas essa conversão é limitada.
Portanto, não é correto dizer que consumir óleo de linhaça seja nutricionalmente exatamente igual a consumir peixe ou outras fontes de EPA e DHA.
Isso também não significa que o ALA não seja importante.
Ele é um ácido graxo essencial e faz parte de uma alimentação adequada.
A diferença apenas precisa ser compreendida para evitar que diferentes fontes de ômega-3 sejam apresentadas como se fossem idênticas.
Óleo de linhaça faz bem para o coração?
Existe muita pesquisa sobre tipos de gordura, ômega-3 e saúde cardiovascular.
Entretanto, isso não significa que possamos afirmar que tomar óleo de linhaça diariamente previne doenças cardiovasculares.
Essa distinção é especialmente importante quando falamos de colesterol.
Pesquisas com diferentes produtos derivados da linhaça não apresentam necessariamente os mesmos resultados.
A linhaça integral ou moída mantém componentes como fibras e lignanas que não estão presentes da mesma maneira no óleo.
Por isso, não devemos pegar um resultado observado em estudos sobre a semente e atribuí-lo automaticamente ao óleo.
Quem possui colesterol elevado, triglicerídeos alterados ou doença cardiovascular não deve substituir o tratamento indicado por óleo de linhaça.
Óleo de linhaça reduz o colesterol?
Não deve ser utilizado como tratamento para colesterol alto.
O NCCIH relata que pesquisas envolvendo determinados produtos de linhaça encontraram possíveis efeitos sobre o colesterol, mas também destaca que uma revisão de estudos encontrou que suplementos de óleo de linhaça não reduziram os lipídios sanguíneos.
Essa diferença reforça algo que aparecerá várias vezes neste artigo:
óleo de linhaça e semente de linhaça não são nutricionalmente equivalentes.
Se o objetivo é controlar colesterol, o mais adequado é considerar a alimentação como um todo e seguir o acompanhamento profissional quando necessário.
Óleo de linhaça faz bem para o cérebro?
O ALA é um ácido graxo essencial e possui funções no organismo.
Isso, porém, não significa que tomar diariamente uma colher de óleo de linhaça melhore automaticamente a memória, concentração ou funcionamento cerebral.
Também precisamos lembrar novamente que ALA, EPA e DHA são diferentes.
Como a conversão do ALA em EPA e DHA é limitada, não é adequado apresentar o óleo de linhaça como equivalente às fontes diretas desses outros ácidos graxos.
Portanto, promessas de “melhorar o cérebro” ou “aumentar a memória” vão além do que podemos concluir simplesmente pelo conteúdo de ALA do óleo.
Óleo de linhaça é anti-inflamatório?
É comum encontrar o óleo de linhaça apresentado na internet como um poderoso anti-inflamatório natural.
Essa descrição exige cuidado.
Existem pesquisas sobre ômega-3, linhaça e processos relacionados à inflamação, mas isso não transforma o óleo de linhaça em um medicamento anti-inflamatório.
Uma pessoa com artrite, doença inflamatória ou qualquer outra condição não deve interromper seu tratamento para utilizar óleo de linhaça no lugar dos medicamentos ou das orientações profissionais.
Podemos reconhecer seu valor nutricional sem transformá-lo em tratamento.
Óleo de linhaça ajuda na menopausa?
Aqui existe uma confusão frequente entre óleo de linhaça e semente de linhaça.
Os lignanos encontrados na linhaça são compostos vegetais associados à atividade fitoestrogênica e estão principalmente relacionados à semente.
O óleo não deve ser apresentado como se mantivesse todos os componentes da semente na mesma proporção.
Além disso, pesquisas envolvendo produtos derivados da linhaça e sintomas da menopausa apresentam resultados inconsistentes.
Por isso, não é adequado recomendar óleo de linhaça para “equilibrar hormônios”, eliminar ondas de calor ou tratar sintomas da menopausa.
Mulheres que apresentam sintomas intensos ou persistentes devem conversar com um profissional de saúde sobre as possibilidades adequadas para sua situação.
Óleo de linhaça emagrece?
Não há evidência suficiente para recomendar óleo de linhaça como produto para emagrecimento.
O NCCIH informa que suplementos de óleo de linhaça não parecem ajudar na perda de peso.
Também não existe necessidade de tomar uma colher de óleo antes das refeições acreditando que isso fará o organismo queimar mais gordura.
Óleo é uma fonte concentrada de gordura e, como outros óleos, também fornece calorias.
Isso não significa que seja um alimento “ruim”.
Significa apenas que devemos utilizá-lo pelo que realmente oferece, e não por uma suposta capacidade de provocar emagrecimento.
Óleo de linhaça melhora o intestino?
Aqui temos outra diferença muito importante.
A semente de linhaça contém fibras.
O óleo, por sua vez, corresponde principalmente à fração gordurosa extraída da semente.
Por isso, quem procura aumentar a quantidade de fibras da alimentação não deve considerar uma colher de óleo equivalente a uma porção de linhaça inteira ou moída.
Se a intenção é aproveitar as fibras da linhaça, a semente é a opção relevante.
Portanto, não é adequado apresentar o óleo de linhaça como uma grande fonte de fibras ou como solução para o funcionamento intestinal.
Óleo de linhaça aumenta a saciedade?
Não existe motivo para recomendar especificamente o óleo de linhaça com essa finalidade.
Essa promessa costuma surgir novamente da confusão entre o óleo e a semente.
A linhaça inteira ou moída mantém suas fibras e outros componentes, enquanto o óleo apresenta uma composição diferente.
Isso também explica por que não devemos recomendar automaticamente uma colher de óleo antes das refeições como estratégia para diminuir a fome.
Óleo de linhaça fortalece a imunidade?
Uma alimentação nutricionalmente adequada é importante para o funcionamento normal do sistema imunológico.
Mas isso é muito diferente de afirmar que um alimento isoladamente “fortalece a imunidade”.
O óleo de linhaça pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, mas não deve ser apresentado como responsável por aumentar as defesas do organismo ou prevenir infecções.
Óleo de linhaça faz bem para a pele?
Também encontramos muitas promessas relacionadas à pele.
A alimentação como um todo possui importância para a saúde, e existem pesquisas avaliando a relação entre nutrientes, gorduras e características da pele.
Entretanto, isso não permite afirmar que simplesmente tomar óleo de linhaça diariamente irá hidratar a pele, combater rugas ou substituir cuidados dermatológicos.
Quando houver um problema de pele persistente, a avaliação adequada é mais importante do que procurar um único alimento como tratamento.
Qual a diferença entre óleo de linhaça e linhaça?
Embora venham da mesma planta, eles não devem ser tratados como se fossem o mesmo alimento.
Óleo de linhaça
É principalmente a fração gordurosa extraída da semente.
Seu grande destaque nutricional é a concentração de ALA, um ômega-3 vegetal.
Linhaça inteira ou moída
Mantém outros componentes da semente, incluindo fibras e lignanas.
Essa diferença se torna especialmente importante quando falamos de:
- funcionamento intestinal;
- saciedade;
- fibras;
- lignanas;
- estudos relacionados a determinados efeitos metabólicos.
Se uma pesquisa foi realizada com semente de linhaça, não podemos simplesmente afirmar que o resultado será exatamente o mesmo utilizando somente o óleo.
Linhaça dourada e linhaça marrom produzem óleo?
Sim. Existem variedades de linhaça com sementes de diferentes tonalidades, incluindo as popularmente chamadas de dourada e marrom.
A composição pode apresentar algumas variações, mas o ponto mais importante para quem compra óleo é verificar a qualidade do produto, sua procedência, as condições de armazenamento e as informações fornecidas pelo fabricante.
Não é necessário escolher um óleo apenas porque determinada cor da semente é divulgada como “milagrosa”.
Como usar óleo de linhaça na alimentação
Uma maneira simples de utilizar óleo de linhaça é acrescentá-lo em pequenas quantidades a preparações frias ou depois que o alimento já estiver pronto.
Algumas possibilidades são:
- temperar saladas;
- acrescentar a molhos frios;
- misturar em determinadas preparações;
- acrescentar ao alimento depois de pronto;
- combinar com outros ingredientes em molhos para salada.
O sabor pode variar conforme o produto e o processo de fabricação.
Se você nunca utilizou, pode começar com uma quantidade pequena para conhecer o sabor antes de acrescentá-lo a toda a preparação.
Pode cozinhar com óleo de linhaça?
Para o uso cotidiano, o óleo de linhaça costuma ser escolhido principalmente para preparações frias ou utilização após o cozimento.
Isso acontece porque possui elevada quantidade de ácidos graxos poli-insaturados, mais suscetíveis à oxidação.
Uma utilização simples é acrescentar um pouco do óleo à salada ou a um alimento já pronto.
Para frituras e preparações que utilizam temperaturas muito elevadas, outros óleos culinários podem ser opções mais apropriadas.
Também vale observar as recomendações do fabricante presentes na embalagem.
Quanto óleo de linhaça consumir por dia?
Não existe necessidade de estabelecer para toda pessoa uma regra como:
“Tome uma colher de óleo de linhaça todos os dias.”
O óleo pode simplesmente participar da alimentação.
A quantidade adequada depende do restante da dieta, das necessidades energéticas, de outras fontes de gordura e das características individuais.
Também existe diferença entre utilizar pequenas quantidades como alimento e consumir cápsulas ou doses concentradas como suplemento.
Quem pretende usar suplementos de óleo de linhaça regularmente pode conversar com nutricionista ou outro profissional de saúde, principalmente quando utiliza medicamentos ou possui alguma condição de saúde.
Precisa tomar óleo de linhaça em jejum?
Não.
Não existe necessidade de consumir óleo de linhaça em jejum para aproveitar seu conteúdo de ALA.
Também não há razão para tomá-lo obrigatoriamente antes das refeições com o objetivo de emagrecer.
Ele pode simplesmente ser utilizado como ingrediente da alimentação.
Óleo de linhaça pode causar efeitos colaterais?
Sim, especialmente quando utilizado em maiores quantidades ou na forma de suplementos.
Entre os desconfortos relatados estão:
- sensação de estufamento;
- plenitude;
- alterações gastrointestinais;
- diarreia.
A tolerância pode variar entre as pessoas.
E uma regra importante vale não apenas para o óleo de linhaça:
“natural” não significa “sem risco” ou “quanto mais, melhor”.
Se determinado produto causa desconforto, não há motivo para continuar aumentando a quantidade esperando obter mais benefícios.
Óleo de linhaça pode interagir com medicamentos?
Esse é um ponto importante para quem pretende utilizar suplementos.
O NCCIH informa que existem razões teóricas para suspeitar de interação entre linhaça ou óleo de linhaça e determinados medicamentos, incluindo anticoagulantes e antiagregantes plaquetários.
Por isso, quem utiliza medicamentos regularmente deve ter cautela antes de iniciar suplementação por conta própria.
Isso é especialmente importante quando se pretende utilizar doses concentradas ou cápsulas diariamente.
Grávidas podem usar óleo de linhaça?
Durante a gravidez e a amamentação, o cuidado com suplementos deve ser maior.
Segundo o NCCIH, ainda há incertezas sobre a segurança do óleo de linhaça durante esses períodos.
Isso não significa transformar qualquer contato com o alimento em motivo para preocupação.
A questão principal é evitar recomendar suplementação ou grandes quantidades como se fossem comprovadamente necessárias e seguras para todas as gestantes.
Durante gravidez e amamentação, o uso de suplementos deve ser discutido com o profissional responsável pelo acompanhamento.
Como escolher óleo de linhaça
Na hora da compra, alguns cuidados simples são úteis.
Observe:
- procedência;
- prazo de validade;
- integridade da embalagem;
- orientações de armazenamento;
- lista de ingredientes;
- instruções do fabricante depois da abertura.
Também evite comprar um produto apenas por causa de promessas extraordinárias no rótulo ou na propaganda.
O fato de o óleo fornecer ALA já é uma característica nutricional relevante. Ele não precisa prometer curar doenças para ser interessante.
Como armazenar óleo de linhaça
O óleo de linhaça é rico em gorduras poli-insaturadas e merece atenção na conservação.
Siga sempre as instruções presentes no rótulo.
Mantenha a embalagem bem fechada e protegida das condições que possam acelerar sua deterioração.
Depois de aberto, observe se o fabricante recomenda refrigeração e em quanto tempo o produto deve ser consumido.
Se o óleo apresentar odor ou sabor claramente desagradável ou diferente do esperado, não continue utilizando.
Também evite deixá-lo aberto por longos períodos ou próximo de fontes de calor.
Óleo de linhaça em cápsulas é melhor?
Não necessariamente.
Cápsulas podem ser uma maneira de fornecer óleo de linhaça em forma concentrada, mas isso não significa que sejam necessárias para todas as pessoas.
Existe uma diferença importante entre:
usar um alimento porque ele faz parte da sua alimentação e utilizar um suplemento com uma finalidade específica.
Se a intenção é corrigir alguma deficiência, tratar uma condição ou obter determinado efeito terapêutico, o ideal é não decidir apenas pela propaganda do produto.
Óleo de linhaça substitui peixe?
Não devemos tratar os dois como substitutos nutricionalmente idênticos.
O óleo de linhaça fornece principalmente ALA.
Peixes e frutos do mar podem fornecer diretamente EPA e DHA.
Embora o organismo possa converter uma parcela do ALA nesses outros tipos de ômega-3, essa conversão é limitada.
Para pessoas que não consomem peixe ou seguem alimentação vegetariana ou vegana, a adequação das diferentes fontes de ômega-3 pode ser discutida com um nutricionista quando necessário.
7 erros comuns ao usar óleo de linhaça
Alguns cuidados simples ajudam a utilizar o produto de maneira mais consciente:
- acreditar que óleo e semente de linhaça possuem exatamente a mesma composição;
- comprar o produto esperando emagrecer rapidamente;
- utilizá-lo para substituir tratamento de colesterol ou outras condições;
- acreditar que qualquer quantidade é segura porque o produto é natural;
- utilizar suplementos sem considerar possíveis interações com medicamentos;
- armazenar o óleo de maneira diferente da orientação do fabricante;
- atribuir ao óleo resultados de pesquisas realizadas especificamente com a semente.
Entender essas diferenças é mais útil do que decorar uma longa lista de supostos benefícios.
Perguntas frequentes sobre óleo de linhaça
Óleo de linhaça tem ômega-3?
Sim. Ele é uma fonte vegetal de ALA, um ácido graxo ômega-3 essencial.
Óleo de linhaça é igual ao óleo de peixe?
Não. O óleo de linhaça fornece principalmente ALA, enquanto peixes e óleos de peixe fornecem principalmente EPA e DHA.
Óleo de linhaça emagrece?
Não há evidência suficiente para recomendá-lo como produto para emagrecimento. Ele também fornece calorias, como outros óleos.
Óleo de linhaça ajuda o intestino?
O óleo não é equivalente à semente como fonte de fibras. Para aproveitar as fibras da linhaça, a semente inteira ou moída é mais relevante.
Óleo de linhaça ajuda na menopausa?
Não deve ser utilizado como tratamento para ondas de calor ou para “equilibrar hormônios”. Além disso, os lignanos associados à linhaça estão principalmente relacionados à semente.
Pode tomar óleo de linhaça todos os dias?
Não existe necessidade de estabelecer uma dose diária universal. Ele pode participar da alimentação, e a quantidade deve ser considerada dentro do conjunto da dieta.
Óleo de linhaça precisa ser tomado em jejum?
Não. Ele não precisa ser consumido em jejum.
Posso fritar com óleo de linhaça?
Ele é mais frequentemente utilizado em preparações frias ou acrescentado depois do preparo. Para frituras e temperaturas elevadas, outros óleos culinários podem ser mais adequados.
Óleo de linhaça tem fibras?
Não deve ser considerado equivalente à semente como fonte de fibras. O óleo corresponde principalmente à fração gordurosa.
Óleo de linhaça pode interagir com remédios?
Pode haver preocupação com determinadas interações, principalmente no uso de suplementos. Quem toma medicamentos regularmente deve conversar com o profissional responsável antes de iniciar suplementação.
Conclusão
O óleo de linhaça não precisa ser apresentado como um produto milagroso para ser nutricionalmente interessante.
Seu principal destaque é bastante claro: ele é uma fonte vegetal concentrada de ALA, um ácido graxo ômega-3 essencial.
Ao mesmo tempo, é fundamental não confundir óleo de linhaça com semente de linhaça.
A semente mantém fibras, lignanas e outros componentes. O óleo concentra principalmente a parte gordurosa.
Essa diferença explica por que não devemos atribuir automaticamente ao óleo todos os resultados encontrados em estudos realizados com linhaça inteira ou moída.
Também não há necessidade de prometer que o óleo de linhaça emagrece, equilibra hormônios, melhora o intestino, fortalece a imunidade ou previne doenças.
Na alimentação, ele pode ser utilizado principalmente em preparações frias ou acrescentado depois que o alimento estiver pronto, sempre respeitando as orientações de conservação do fabricante.
Conhecer o que o óleo de linhaça realmente oferece é muito mais útil do que procurar nele uma solução para todos os problemas de saúde.
Conheça Também: Chá-Mate: Para Que Serve, Como Preparar e Quais Cuidados Ter
https://viadigital3.com/cha-mate-para-que-serve/
Fonte principal:
National Center for Complementary and Integrative Health (NCCIH) — Flaxseed and Flaxseed Oilhttps://www.nccih.nih.gov/health/flaxseed-and-flaxseed-oil
